Velho Hino

sábado, 15 de março de 2014

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Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora (ou Paço Patriarcal de São Vicente ou Igreja Paroquial de São Vicente de Fora ou Igreja de São Vicente, São Tomé e Salvador) é um excelente exemplo da arquitectura religiosa maneirista e barroca.



Mosteiro dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho está organizado no espaço à volta de dois claustros, desenvolvendo-se em três andares que constituíam as dependências conventuais: refeitórios, cozinhas, casa do capítulo, capelas, dormitórios, etc.
Apesar das suas grandes proporções respeita uma gramática maneirista de simplicidade, simetria e equilíbrio, sendo considerado um dos conjuntos arquitectónicos mais importantes e monumentais de Lisboa.


O Convento tem um portal principal que anuncia o barroco de forma exuberante, em sintonia com a qualidade dos mármores e azulejaria utilizados na decoração do seu interior. A pintura do tecto da Portaria pelo florentino Vincenzo Baccarelli, introdutor em Portugal da técnica apelidada "trompe l'oeil", é uma das poucas que sobreviveram ao terramoto de 1755.


A história de São Vicente de Fora é tão antiga quanto a Nacionalidade:
  • 1147 - fundação por D. Afonso Henriques do convento de São Vicente, entregue aos cónegos de Santo Agostinho.
  • 1552 - o convento contava 60 frades e 10 criados e dispunha de uma renda de 3000 cruzados.
  • 1569 - D. Sebastião ordena a fundação da igreja de São Sebastião no sítio da Mouraria, como voto de graças por ter salvo Lisboa da peste. O templo não é concluído.
  • 1582 - As pedras da Igreja de São Sebastião da Mouraria são aproveitadas na construção de São Vicente de Fora, edificada segundo projeto de Filippo Terzi e executado por Leonardo Torriano, Baltazar Alvares, Pedro Nunes Tinoco e João Nunes Tinoco.
  • 1629 - celebrada na igreja a primeira missa.
  • 1710 - pintura mural do tecto da portaria pelo italiano Vincenzo Baccarelli.
  • 1720 - João Frederico Ludovice é nomeado mestre-de-obras do Mosteiro, por D. João V.
  • 1755 - o terramoto causou vários danos, designadamente a destruição do zimbório.
  • 1759 - o padroeiro do Mosteiro é o rei.
  • 1834 - na sequência da expulsão das ordens religiosas, a zona conventual é transformada em paço episcopal.
  • 1855 - instalação do Panteão da Casa de Bragança no antigo refeitório dos monges, por ordem de D. Fernando II.
  • 1895 - reconstrução do zimbório, destruído em 1755.
  • 1952 - adaptação da antiga sala do Capítulo a Panteão dos Patriarcas.
  • 1995 - projecto de arquitectura paisagista do pátio de entrada (das Laranjeiras) e posterior execução.

Mas as imagens falam melhor que as palavras:

Santiago

São Bruno e São Norberto
São Vicente, Santo Agostinho e São Sebastião
Santo António e São Domingos














O Pátio das Laranjeiras, acesso ao Mosteiro (museu)
Claustro da Portaria
(clique na imagem pequena para ler o descritivo)

A velha cisterna...
... e o Narcisista, que aparece em todo o lado !!
A Portaria, com o tecto pintado por Vincenzo Baccarelli










Cofre funerário dos Mártires de Marraquexe

Os Claustros.



Centenas de painéis de azulejo por toda a parte. Paredes, corredores, escadas... um dia inteiro, só para apreciar isto. (clique nas imagens para ver o detalhe)
















Capela dos Meninos de Palhavã
Aqui estão D. António (1714-1800) e D. José (1720-1801), para sempre um em frente ao outro. Diz o epitáfio de D. José que foi "filho legitimado do senhor rey D. João V, viveu sempre com o seu irmão, senhor D. António, imitando em tudo as suas relevantes virtudes". Em frente, o medalhão de D. António proclama que "passou toda a carreira da sua vida no exercício das mais heróicas virtudes".



Pedaços da realeza dentro de potes de porcelana (D.José I)
D. Pedro III // Principe Augusto (1835) // D. João V
D. João VI, presumivel envenenado // D. António Prior do Crato // Um ilustre desconhecido


Capela de Santo António











Acesso à Sacristia







Panteão dos Patriarcas



Panteão da Casa de Bragança

"Por privilégio real", o Duque de Saldanha, a Duquesa e o Duque da Terceira.
D. Catarina de Bragança
D. João IV




D. Manuel II

D. Carlos I e D. Luís Filipe






Subida ao telhado, onde as vistas fazem parte da visita...





Igreja de Santa Cruz do Castelo
Panteão de Santa Engrácia
Igrejas do Menino Deus e de Santo Estevão
Convento das Mónicas
Sociedade "A Voz do Operário" e Palácio Teles de Menezes
Não podendo visitar-se o Palácio... espreitam-se os jardins.


Largo das Portas do Sol...
... a ver São Vicente.
O último piso dos claustros... onde se arrumam os azulejos que ninguém conseguiu montar (!)




O relógio da torre.

Um monumento do tamanho de São Vicente é um "bolo" enorme, com espaço de sobra para colocar várias cerejas em cima. 
Neste caso, são três cerejas:

(1) Exposição de painéis de azulejo "Fábulas de La Fontaine":


São 38 painéis de azulejo, em estado irrepreensível.



(2) Espólio arqueológico do Mosteiro de São Vicente:









(3) Exposição de conchas marinhas de Portugal:

Em boa verdade, não tem nada que ver com São Vicente e o seu Mosteiro. Mas estiveram em exposição no local... e são bonitas!







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